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Postado em 31 de outubro de 2009


APRENDENDO A VENCER

Rm 8:37 - Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Eu sei que este título vai atrair você para ler este texto até o final. E eu quero incentivá-lo. Porém, desejo informá-lo (a), que não existe nele nenhuma fórmula milagrosa, mas uma orientação. Quando desejamos vencer, é porque queremos mudar a situação em que estamos envolvidos. Para algumas pessoas, o ideal é que tudo fosse refeito, tudo mudasse. Sei que há um anseio muito grande por mudanças. Todos nós queremos mudar, pois entendemos que algumas coisas já não podem continuar do jeito que estão. A maioria de nós gostaria de ter outro tipo de vida. Talvez uma vida com menos problemas financeiros, com menos dificuldades matrimonial, com menos insegurança, com menos responsabilidades, enfim, uma vida que não tivéssemos que lutar tanto e passar por tanto dissabores. É, a vida para muitos é péssima e sacudida a todo instante por ventos e tormentas.

Para os que passam o tempo todo reclamando e estão aborrecidos com a vida que estão levando e desejam uma mudança, gostaria de dizer que apesar de todas as intempéries, a vida é ótima e as dificuldades acabam sendo nossas amigas, pois nos fazem aprender a sermos vencedores. Já faz algum tempo, eu li sobre a resistência “Carvalho”. Dizem que esta árvore é usada pelos cientistas como medidor de catástrofes naturais. O carvalho é a árvore que mais absorve as consequências dos temporais. Quanto mais temporais e tempestades, mais forte ela fica. Suas raízes se aprofundam na terra e seu caule se torna mais robusto, mais forte e assim fica cada vez mais difícil uma tempestade derrubá-la. Assim deve acontecer com todos nós. Há algum tempo atrás, um grupo de cientistas fez uma experiência em que alguns deles teriam que passar dois anos dentro de um ambiente criado artificialmente chamado Biosfera 2. Dentro desta comunidade autossustentável, eles criaram um número de microambientes, tais como uma floresta tropical, um deserto e até mesmo um oceano. Na Biosfera 2, quase todas as condições de clima puderam ser simuladas, exceto o vento. Com o passar do tempo, os efeitos dessa falta de ventos se tornaram evidentes. As acácias murcharam e quebraram. Sem a força do vento para fortalecer as árvores, os troncos cresceram fracos e não puderam sustentar seu próprio peso. Resultado: as árvores morreram. A falta de tempestades e temporais levou ao fracasso da experiência.

Devemos nos lembrar, portanto, que os ventos da adversidade nos fortalecem e nos ajudam a aprender a descansar no Senhor e não em nós mesmos. Foi o caso de Paulo e será assim conosco, quando descansamos no Senhor que ressuscitou os mortos. Vamos tirar proveito das situações contrárias e transformá-las em bênçãos em nossas vidas. Por isso não perca o ânimo nem se desespere. Mantenha-se firme no Senhor e Ele te guardará.


Carinhosamente em Cristo,
Pr. Carlos Jorge Saldanha